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sábado, 17 de janeiro de 2015

Amor e Sangue:Capitulo 1.

              Capitulo 1
                                Dor.

Duas décadas se passaram desde o ocorrido na mansão de Dacio. O jovem continuava belo e com a mesmíssima aparência de sempre seus cabelos ainda a cor negra caiam com o mesmo corte repicado e liso jogado para trás seus olhos verdes ainda belos e de uma tonalidade viva mas tristes e frios.
Dácio havia endurecido seu coração depois da morte de sua noiva ,a dor de vê-la sem vida tão pálida e fria lhe assombrava.
O batimento tão rápido e forte do coração dela quando ele se aproximava,suas caricias e beijos ardentes e sua ruborização quando sorria se perderam para sempre assim como ela.
Era difícil para ele enfrentar aquela dor,de ter perdido sua grande paixão,de não poder tocar mais sua pele ou ouvir sua voz.A dor parecia corroê-lo por dentro e lhe tirar o ar e ser vampiro não amenizava-a.
Porque diferente do que muitos pensam vampiros tem coração e como qualquer outro bate um pouco mais fraco mas ainda audível,são realmente mais fortes e rápidos que um bom corredor normal em sua velocidade media.Realmente não gostam de sol ou de alho porém isso não se deve a uma frescura ou a uma lenda ou maldição mas a uma doença que atinge as células de seus corpos e ente muitas coisas afeta sua melanina,o que faz com que sua pele seja muito mais sensível ao sol e causa vários problemas gástricos que o alho só piora.
Antes que perguntem se o sol,balas de pratas,estacas de madeira ou água benta ferem ou matam vampiros já respondo.Sim e não.Primeiro o sol não o faz pegar fogo automaticamente como em muitas lendas,mas se ficarem muito expostos sem uma boa proteção feridas podem se abrir rapidamente e os deixam fracos e elas podem matá-los. Na verdade seculos atrás era disso que muitos perseguidores e caçadores se valiam para depois os incendiarem e dizerem que era o sol.
Balas de pratas,matam mas não só vampiros e sim qualquer pessoa o que quer dizer que balas normais também?Não exatamente a lenda da prata veio da idade media e nessa época as balas de pratas realmente matavam mas não por serem só de prata mas porque eram embebidas em uma enfusam de ervas que ficavam transparente nas balas e envenenavam a vampiros,a prata por sua vez reagia quimicamente potencializando o efeito da enfusam,mas por si só esse metal não fere vampiros.
Estacas de madeira matam sim a qualquer pessoa também com ou sem enfusam .
E à água benta só funciona mediante a fé que as pessoas tem no poder de Deus que tenha nela.
Bom voltando a questão de Dacio apesar de ser mais forte que qualquer jovem que aparente ter sua idade a dor é semelhante a quem já perdeu alguém por quem era apaixonado.
Na verdade embora muitos não considerem vampiros humanos devido a sua lenda de morto vivo(o que expliquei por cima não ser verdade afinal como vocês devem ter visto as funções principais de um vampiro continuam com algumas alterações como presas grandes,super habilidades humanas,cura mais rápida e algumas outras mas que ao longo dessa longa história vocês saberão)e por beberem sangue,embora muitos não se valam exatamente desse meio como vou explicar,os vampiros são tão propensos a sentimentos quanto qualquer outra pessoa.O problema é que são mais inclinados a cobiça,poder,violência e luxuria que outros...é mas você pode facilmente confundir simples humanos com vampiros afinal nesse quesito dá para confundir com tantas pessoas que se tem por ai com essas mesmas metas mesquinhas e sem serem vampiras ou lobisomens.

De qualquer modo o tempo não amenizou a dor e saudade do rapaz na verdade com o tempo Dácio alimentou sua raiva,frieza e vingança de modo surpreendentes. Ninguém de seu clã ousava desafiá-lo na verdade evitavam procurá-lo a não ser em circunstancias de extrema necessidade ou de politicas que só ele poderia realizar.Porém mesmo com esse sentimento de medo a admiração era quase total de seus súditos Dácio comandava não só o castelo e as propriedades em volta bem como as cidades próximas nas quais tinha muita influencia o equilíbrio e o luxo dos vampiros não era tão farto desdes seculos atrás. Umas batida na grande e imponente porta de Mogno entalhado em dourado ressoou na pequena sala de tons pasteis e decoração elegante.Era começo de noite e o eu ficava mais escura,uma leve brisa entrava pelas janelas altas e largas emolduradas por grossas cortinas de veludo vinho.Aparadores de estilo vitoriano estavam postos nas paredes e encostados no sofá de frente para a imponente mesa de madeira negra e envernizada que continha apenas papeis e um belo abajur.Quadros emolduravam a parede porém o que estava em destaque era o da bela moça que fora tirada de Dácio,porém esse quadro ainda era dela viva e efusiva.

Milorde estão pedindo sua presença no grande salão.—o jovem vampiro,que não devia ter mais de 15 anos quando mordido entro na sala logo após a batida e fez uma reverencia para o vampiro a mesa.Sua voz mostrava medo e ao mesmo tempo admiração. Dacio sorriu mesmo não levantando a cabeça pois aquilo o fazia sentir-se poderoso.

E qual o motivo de perturbar meu exílio e terem a coragem de te mandarem correr o risco de me dizer isto?—a voz de Dacio era baixa e calma ,quase um sussurro porém o jovem rapaz engoliu em seco ao perceber o perigo por detrás daquelas palavras.Era possível que não saísse com vida daquela sala.

Per-perdoe-me Milorde mas...

Não gagueje pivete!Isso é sinal de fraqueza.—ralhou em um tom áspero e furioso. Dacio levantou a cabeça e encarou o menino o que tremeu de medo.—Se não pode controlar suas próprias palavras que dirá suas emoções em um campo de batalha?Se não vai acrescentar a este clã então sugiro que suma dele!E não há porque eu descer não pago aqueles inúteis para me chamar por qualquer coisa.

Mas senhor—começou o jovem com a voz mais segura que encontrou.—os caçadores estão a sua espera.

O que!Porque eles estão aqui?—Dacio pulou velozmente a mesa e apanhou o garoto pelo colarinho o colocando contra a parede.

Bem se-senhor eles apanharam uma nova cria perseguindo uma humana.

Incrível eu invisto em inúteis!Tão Inúteis que não conseguem garantir que a rua fique livre de pirralhos recém mordidos.—Dacio afrouxou um pouco o aperto no colarinho do menino que respirou mais calmo momentaneamente porém cedo demais pois Dacio o olhou com um olhar irritado.—E eu lhe preveni para não gaguejar de novo,não foi?

E dizendo isso ele o lançou contra uma estante cheia de livros e saiu da sala bufando.

Eles irão se arrepender de me importunarem.

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